TURISMO COMO INDUTOR DO DESENVOLVIMENTO DE CAMPO GRANDE
* Fernando Fernandes
Os atrativos do turismo são lembrados muitas vezes por sol e mar. Mas a atividade vai além. O momento do setor ganha força com novos produtos. Muito mais que ver belas praias e ser beneficiado pelo clima tropical, o visitante começa desfrutar dos costumes de cada cidade, a religiosidade, a cultura, a gastronomia, a aventura, a história, enfim, novas formas de desenvolver a economia do Rio Grande do Norte.
O município de Campo Grande, a 265 km de Natal, é um exemplo dessa realidade. Na cidade de pouco mais de 9 mil habitantes, localizada no Médio Oeste, o turista encontra todos os ingredientes para uma excelente viagem: povo receptivo e rico no turismo histórico, religioso e sócio-cultural.
A governadora Wilma de Faria, através da Secretaria de Turismo, tem contribuído com o crescimento da interiorização, com a implantação dos Pólos Turísticos do Seridó, Costa Branca e Serrano, que beneficiam mais 52 atividades que fazem parte da cadeia produtiva, tais como restaurantes, comércio lojista, pousadas.
O turismo tem grande potencial como indutor do desenvolvimento da cidade, uma vez que impulsiona o setor de serviços, gerando emprego e renda. No caso de Campo Grande, são muitos os atrativos que garantem esse suporte. As inscrições rupestres são uma delas. Localizadas no “Laje do Menino” e na “Pedra do Moleque”, atraem turistas regionais e internacionais, que conhecem mais um pouco da história do nosso Rio Grande do Norte.
A fé da população é traduzida pela devoção à padroeira, Nossa Senhora de Sant'Ana, imagem que fica numa das igrejas mais belas do estado. A religiosidade do povo, que festeja suas crenças, se torna um ponto turístico. As atividades culturais também são extensas. Campo Grande foi agraciada com um museu, pinacoteca e biblioteca com extenso acervo, localizados na Casa de Cultura, um trabalho que começou com determinação de Antonio Gentil de Souza, resgatando o passado de sua cidade natal, contribuindo para a formação cultural e preservação da história do município, depois doada ao Governo do Estado/Fundação José Augusto, ganhando o nome de Espaço Cultural Cleto Souza, patrimônio histórico do município.
Na cidade, portanto, são três os aspectos que podem ser explorados: turismo histórico e cultural, religioso e de aventura. Campo Grande tem muito a oferecer, não só para quem vem de outros estados, mas principalmente para os potiguares que desejam conhecer os encantos de sua terra, um lugar que tem tudo para crescer com o turismo, e os novos produtos, utilizando a atividade como grande indutora de seu crescimento, buscando parcerias com o poder público e privado e participando do Pólo Serrano.
O pontapé inicial foi dado, a vontade de um filho da terra em mostrar as oportunidades existentes. É necessário agora a ação política, na busca determinada de alternativas de crescimento econômico e social. O caminho estar aberto.
* Fernando Fernandes é Jornalista e Secretário Estadual de Turismo do Governo do RN
Fonte: Grandes em Campo

Postar um comentário